segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Brindes!

Numa quarta-feira ociosa de pizza, fomos comemorar com refrigerante e muitas risadas o fato de sermos felizes e fazermos ciência da computação.











segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Escher e a bicicleta invisível

Com o bônus dos pulinhos de balé.


Animal Planet

Boa tarde galera!

Esse final de semana eu fui viajar pra Jarinu com o Escher e nas nossa andanças, acabei gravando uma bobeirola aê.
Enjoy!


quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Como evitar um RelationSHIT #4 – Empurrar com a barriga

Acomodação em todos os aspectos sempre foi uma coisa péssima: seja por ficar 15 anos no mesmo emprego, seja continuar reclamando que a sua barriguinha está te incomodando, mas você continua comendo que nem um hipopótamo.

E é a mesma coisa com relacionamentos.


Antes x Agora

A quantidade de pessoas que eu vejo enfrentando um relacionamento de merda é realmente impressionante.

Todos falam que o mais legal é o começo do namoro, onde tudo é novidade, onde tudo é lindo, onde todos se aceitam, onde tudo é passeio no parque Ibirapuera comendo salgadinho e alimentando os patos...

Aí o tempo passa, o tédio chega, e você começa a se irritar com qualquer A que a pessoa fala; quando você começa a expor tardiamente o que você pensa, a outra pessoa não aceita, ai começa a apontar os defeitos no outro, falando que "VOCÊ TA DIFERENTE" e bla bla bla e isso vira uma discussão sem fim.

Aí, depois da exaustiva discussão vai cada um pro lado, fica quieto pra não criar problemas, tempo depois engole as tretas e logo estão cheios de amores e carinhos, mas sem resolver o que aconteceu: note o 'empurrar com a barriga'.

E é isso que eu não consigo entender: SE TÁ RUIM PORQUE NAO MUDA? SE CAIU NA ROTINA PORQUE VOCÊ NAO FAZ NADA PRA SAIR DELA?



Casos reais

Eu falo sobre isso com segurança porque já passei por essa situação num relacionamento do passado: o namoro tava uma bosta, discussões rolando loucamente, e um sempre queria ter mais razão do que o outro, ai ficava o tal do 'diz-que-me-diz'. O problema costuma ficar maior ainda quando um dos lados é orgulhoso demais para assumir que está errado.

Ai o lado mais fraco - ou o mais impaciente - manda logo um 'TÁ, TÁ, QUE SEJA, CHEGA DE FALAR NISSO" e como se fosse caso encerrado, a vida volta a rolar como se nenhuma treta tivesse acontecido.

Aí numa próxima briga, toda aquela bola de neve volta à tona, gerando um stress em tamanho duplicado e vai juntando mais e mais coisas, e o lado mais fraco só apartando a briga... só 'não vamos discutir porque eu não quero brigar'.

Afinal, será que deixar de lado realmente é a melhor opção?

NÃO, PORRA! IGNORAR O PROBLEMA NÃO VAI FAZER ELE SUMIR!


Atualidade

Quase no final do relacionamento - um pouco tarde admito, mas antes tarde do que nunca - eu resolvi jogar um foda-se total: resolvi mostrar quem eu era mesmo. Parar de pensar no que os outros vão achar das minhas idéias e realmente jogar a real, sem medo de ser feliz: falei na cara o que tava me incomodando, joguei a real do que eu não estava curtindo. Simples, sem medo de represálias.

Só que, quando eu fiz isso, o cara não aceitou: lógico, tava tudo correndo do jeito dele, mas ninguém nunca está preparado para uma (R)evolução e ele de fato, não aceitou isso.

E sabe, gente, terminar esse relacionamento foi a melhor coisa que me aconteceu, justamente por causa dessa liberdade de expressão de falar tudo que incomoda, tudo que pode melhorar. Essa liberdade conquistada que realmente liberou a Paamps que vos escreve aqui. Liberdade essa que não uso só para namoros, para amizades e convívio familiar também.

Tem coisa melhor do que falar o que você pensa sem medo de levar um tapa na cara da moral por pensar diferente da pessoa ao lado?

Hoje, estou namorando com um cara simplesmente fantástico, cuja abertura pra discussões e conversas é total: surgiu um problema, 'bora resolver. Surgiu alguma coisa tensa que a gente pode resolver juntos? Vamos nessa!

Melhor coisa num relacionamento é o companheirismo e a cumplicidade!

Conselhos

Uma dica que eu dou, lindos e lindas, é que vocês não tenham medo de falar a verdade. Se a pessoa te repreender ou fizer cara feia, ou não respeitar o que você diz, essa pessoa simplesmente não merece estar com você.

Aquela pessoa que ama você, vai te aceitar com todos as qualidades e defeitos que existam, porque ninguém é perfeito, mas ninguém também é burro de não mudar jamais.

Se quer evitar problemas, jogue a real: fale o que te incomoda, e ESCUTE o outro lado também, porque lembre-se que você tem DOIS OUVIDOS e não DUAS BOCAS.

E não se preocupe com o que a outra pessoa vai achar: ela não tem que achar nada, ela tem que respeitar o seu ponto de vista e expor o ponto de vista dela, sem querer manipular o seu, e vice-versa. É dessa base que nasce o respeito dentro de um relacionamento.

Só não empurre os problemas com a barriga: erva daninha que não é arrancada pela raiz acaba crescendo de novo.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Ampulheta - Série Completa

Esse é um repost dessa série "Ampulheta" do Blog da Pamella, postado em dezembro de 2010.

Quem gostou lê de novo, quem não leu, leia e deixe sua opinião. Beijos!

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Eu aprendi a ler com 4 anos, fuçando num caderno de receitas da minha mãe e me lembro: minha primeira palavra foi Capítulo. Saí correndo pra contar a novidade pra minha mãe, que sorriu e me abraçou.

Desse dia em diante minha mãe quis me colocar na escola mas, pela pouca idade, eu teria que esperar mais um ano. E eu sonhava em ir pra escola, dava nome a todos os meus amiguinhos, dava aulas pros meus alunos invisíveis. E comia todas as bolachas deles também, mas isso não vem ao caso.

Mas uma coisa que assolava minha pequena cabeça grande e minha mãe ria muito disso, como ela adora me lembrar: se eu ia pra escola então eu já tinha que ter uma base; eu dizia "-MÃE EU NÃO SEI LER!"

E sério, não adiantava minha mãe dizer que a gente ia pra escola justamente por isso: pra aprender. "Não porque eu tenho que saber, que tenho porque tenho e MIMIMI". E batia o pé.

Minha mãe, anjo que sempre foi, resolveu me ensinar algumas coisas: vogais e palavras e letras e formas e curvas e nomes e vírgulas e detalhes.

O tempo passou, eu cresci, mas aquela paixão continuava. De modo exagerado admito.

Eu já quis escrever um atlas num caderno brochura e já comecei várias histórias onde a personagem começava seu dia tomando um suco de laranja. Nada a ver.

Na sexta série começaram as propostas de redação mais complexas, e eu tirei de letra. De modo exagerado, de novo. Os meus amigos rascunhavam umas 20 linhas por proposta. Minhas redações levavam a tarde toda pra serem escritas e tinha 7 folhas de caderno universitário frente e verso.

Problemas.

Mas eu notei que quando havia regras do tipo 'dissertação com 30 linhas sobre o desmatamento e outros problemas ambientais' eu SEMPRE travava. Agora, quando não tinha regras, nossa! Eu desembestava lindamente a escrever.

Até no Enem, vestibular, essas coisas eu nunca me dei bem. Quer dizer, não era de todo o mal, mas definitivamente minhas notas eram maiores na parte objetiva.

Eu não tenho e acho que nunca terei poder de resumir e limitar minhas idéias.

Eu queria muito conversar com pessoas mas estava revoltada (?) porque ninguém me escutava. Foi com 15 anos que comecei a trocar idéia com alguém que me entendia perfeitamente, sem me interromper ou olhar pro lado quando eu falava.

Eu mesma.



Eu falava sozinha. No banheiro, pra ser mais exata. Nossa, trocava altas idéias comigo mesma.

Passei anos desse jeito e confesso que às vezes ainda faço isso, enfim.

Até que um dia, minha mãe bateu na porta em perguntou com quem eu estava conversando. É, eu tinha me empolgado.

Precisava de outra solução: queria expor o que eu pensava sem ter medo de represálias. Porque quando um adolescente pensa, as pessoas querem podar seus devaneios. Nem era tão popular ainda esse negócio de blog, mas eu resolvi fazer. Ninguém ia ler, eu sabia, visto que eu não divulgava e tal.

Se você tiver paciência, visite minhas postagens antigas e veja a qualidade medíocre dos meus textos. Eles até fazem sentido, mas com a cabeça que tenho hoje, vejo que eu faria diferente: um pouco menos de revolta, um pouco mais de sapiência.

Mas veja bem, o passado que constrói a nossa essência. E devo dizer que precisei passar por todas as revoltas com e sem causa, os estresses, as discussões e brigas, mas sempre observando as pessoas e definindo o que eu NÃO queria ser. Tudo isso constrói caráter.

E tenho muito orgulho do que sou hoje.



Depois que conheci a poesia em 2008 pelos textos do @tyagodepaula, a quem agradeço profundamente pela amizade e influência, a temática e o tom dos textos mudaram completamente.

Hoje já consigo não só pensar em rimas, mas também em assuntos que fujam um pouco do habitual. Assuntos que estão todos os dias na sua frente, e que se tornam normais. Mas não deveriam.

Alguns amigos me perguntaram porque eu não deixo somente as poesias aqui e excluo os textos revoltados do início. Eu digo que eu não gosto de esquecer a minha raiz, a minha base sabe?

Gosto muito de me lembrar como fui, pra continuar sendo as coisas boas e esquecer as coisas não tão boas assim.

Dei o título de Ampulheta pra essa "Série" porque está relacionada a tempo, que liga a (r)evolução de ideias e comportamento, mudança, upgrade. Que lembra que a gente tem que mudar sempre, adicionar coisas novas à nossa vida, mas nunca se esquecer das origens.

E aquela primeira palavra que eu li... Ah agradeço à minha curiosidade que me incitou a entrar nesse mundo louco e maravilhoso das letras!

E agradeço a vocês, meus queridos amigos e amigas pelos acessos e comentários que venho recebendo a cada dia que passa. O carinho é enorme, adoro vocês de verdade, perto ou longe, não importa.

Obrigada sempre!